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Habitação em Chelas

“Em 1974 1 milhão de retornados (10% da população portuguesa) são obrigados a regressar ao país pelo que o arquitecto Nuno Portas, o então secretário de estado das obras públicas, visto confrontado com a já comprometida condição habitacional dos grandes núcleos urbanos promove um conjunto de leis a partir das quais começaram as experiencias saal."
“No inicio dos anos 70 a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu a planificação do vale de Chelas a um grupo de sete conhecidos arquitectos que já haviam realizado o plano dos Olivais.“

“A zona confronta-se neste momento com a excessiva presença de um sistema viário desmedido concentrado sobre o cruzamento da radial e da circular.”
“A vida do cidadão pode ser fortemente prejudicada devido a uma falta de coerência no estudo da localização e/ou quantidade de vias automóveis. Impõe-se então com urgência um projecto de conciliação que valorize as excepcionais condições naturais da zona com crescente vocação de centralidade.”

Procurou-se um desenho com clareza e ordem, com origem numa praça central e desenvolvido através de dois braços, um a norte e outro a sul, onde surgem os diferentes "blocos" com implantações orientadas de modo a tirar partido de certas vistas que se consideraram interessantes. Esta diversidade também faz com que este plano ganhe um carácter mais humano uma vez que em todos os recantos se encontra algo de novo.

Tem-se como resultado final uma tentativa de trazer um espaço qualificado para a cidade, que confira qualidades aos seus habitantes e que de certa forma torne a vida do cidadão um pouco melhor.